Hoje numa conversa com uma amiga, ouvi a seguinte frase:
" - Nossa, como você anda acreditando nas pessoas, hein?!"
Fiquei com essa frase martelando os meus pensamentos, por um bom tempo. Tentei me lembrar do máximo de experiências e vivências possíveis, e cheguei à conclusão de que ela tinha toda razão. Logo eu, que costumo ser tão 'racional', me vi frágil e vulnerável, pois confiar, acreditar, dar um voto de confiança é assumir o risco de se decepcionar, não só com o outro, mas sim, consigo mesmo. E foi exatamente assim que me senti naquele momento: frágil e vulnerável...
Desde o último ano, tenho passado por situações que não desejo à ninguém... e isso não é uma queixa! Também sei que muito aprendi com tudo isso. Amadureci à força, mas as vezes acho que perdi a capacidade de fantasiar, me entregar, me envolver... Ultimamente, quando começo a deixar 'cair a guarda', logo acontece alguma coisa, que me coloca em 'sobre-aviso' de novo. Percebo que fico tensa. Não sei confiar. Parece que as minhas experiências, me cercaram. Construí um muro em torno de mim, onde tudo aquilo que me causou dor e sofrimento no passado, não poderá se repetir no futuro...
Todo fim de semana, juro que vou ficar 'na minha', recusar TODOS os convites, parar de beber e etc, etc, etc, mas a verdade é que toca o meu celular e quando eu me dou conta, já estou na porta do bar.
Sempre tenho ótimas desculpas para o meu próprio ego. A última e mais frequênte, é a da minha despedida, que aliás, já foi até comemorada...
O que (quase) ninguém sabe, é que pretendo partir mesmo. Quero mudar de ares (mais uma vez), quero começar do zero, me reinventar e encontrar o meu lugar, onde eu possa ME sentir... Enquanto isso, continuo por aqui, tentando fazer o melhor possível... o meu suficientemente bom, como diria Melanie Klein.

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